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Axis 2 – org.apache.axis2.AxisFault: The given SOAPAction … does not match an operation.

E ai pessoal beleza? bom venho aqui para postar a solução de um problema que tive aqui no trabalho, que me custou alguns dias de pesquisa…

Eu estava tentando consumir um webservice de um cliente e estava tomando o seguinte erro:
org.apache.axis2.AxisFault: The given SOAPAction … does not match an operation.

porém pelo soapUI funciona perfeitamente… entao, eu tinha riscado a hipótese de ser algo com o WSDL

tentei gerar o client do axis2 com ADB e com XMLBEANS porém ambos caíram no mesmo erro…
ai finalmente descobri o motivo, o WSDL do cliente realmente tinha algo errado…
os campos soapAction estavam vazios:

<soap:operation soapAction="" style="document" /> 

então  vi que existem 3 maneiras de resolver esse problema… 1ª o cliente arrumar o WSDL dele,
o que vai depender da boa vontade dele… 2ª setar o valor da action em tempo de execução e a 3ª e ultima que é desabilitar essa soap action…

a 2ª opção é fazendo o seguinte:
AlgumaCoisaServiceStub stub = new AlgumaCoisaServiceStub(); //é gerado pelo axis2
stub._getServiceClient().getOptions().setAction(“http://suaaction&#8221;);

eu acho que a action é manipulada diferentemente para cada versão do soap, para especificar a versão utilize:
stub._getServiceClient().getOptions().setSoapVersionURI(org.apache.axiom.soap.SOAP11Constants.SOAP_ENVELOPE_NAMESPACE_URI);
(ou a versão SOAP12 da constante).

e a 3º opção é fazer o seguinte:
AlgumaCoisaServiceStub stub = new AlgumaCoisaServiceStub(); //é gerado pelo axis2
stub._getServiceClient().getOptions().setProperty(org.apache.axis2.Constants.Configuration.DISABLE_SOAP_ACTION, true);

Bom… espero que esse post tenha ajudado vocês 😀
se resolver, irá poupar algumas boas horas de pesquisa 😀

Fonte: StackOverflow – Michael Sharek / mstewart

Brincando com Generics: o BizarreGenericDao

Conversando com o Orseni Campos, ele me contou de uma sacada muito interessante que teve juntamente com seu colega Alexandre Bitencourt para resolver um clássico problema do generics: em tempo de execução você não consegue descobrir o tipo parametrizado que foi passado como argumento.

Em outras palavras, repare no código do Dao genérico que foi discutido aqui (estou pulando a interface por questão de simplicidade):

public class Dao<T> {
  // ...
  public Dao(Session session, Class<T> persistentClass) {
    this.session = session;
    this.persistentClass = persistentClass;
  }
}

Aí, quando vamos criar um novo dao genérico:

Dao<Livro> dao = new Dao<Livro>(session, Livro.class);

Parece estranho ter de passar a Class que representa o livro, se eu já estou passando essa informação através do tipo parametrizado. Seria interessante fazer algo como:

public class Dao<T> {
  // ...
  public Dao(Session session) {
    this.session = session;
    this.persistentClass = T.class;
  }
}

Isso não compila, essa informação (sobre quem é T dentro de Dao) não é armazenada em um .class. O motivo é simples. Só existe uma classe Dao, não importa como ela foi instânciada. Em outras palavras:

(new Dao<Autor>(session, Autor.class)).getClass() ==
   (new Dao<Livro>(session, Livro.class)).getClass()

retorna true. Então o problema é o seguinte: existe apenas uma classe, não importa quantas instâncias de tipo parametrizado diferentes você criar. Não faria sentido algum ter um método como clazz.getTypeArguments() que te devolvesse uma array com os tipos parametrizados que tivessem sido usados na instanciação, já que só existe uma classe para todas as instâncias de diferentes tipos parametrizados. Isso se deve a erasure: em tempo de execução só sabemos que T pode ser um filha de Object, nesse caso.

Mas e se existisse mais de uma classe?

class AutorDao extends Dao<Autor> {
}
class LivroDao extends Dao<Livro> {
}

Obviamente (new LivroDao()).getClass() == (new AutorDao()).getClass() retorna false. Mais que isso, agora você consegue buscar por reflection qual é o parâmetro que foi passado na hora de estender a classe Dao, já que AutorDao e LivroDao possuem essa informação em seus bytecodes:

Class clazz = (Class<T>) ((ParameterizedType)
getClass().getGenericSuperclass()).getActualTypeArguments()[0];

Então, se colocamos essa linha dentro da nossa classe mãe:

public class Dao<T> {
  // ...
  public Dao(Session session) {
    this.session = session;
    this.persistentClass = (Class<T>) ((ParameterizedType)
      getClass().getGenericSuperclass()).getActualTypeArguments()[0];
  }
}

Agora funciona caso utilizemos uma instância de uma filha de Dao que tenha explicitado quem é T. Bem, eu não gostei dessa solução porque nos obrigava a ter uma classe filha, mesmo que vazia, para cada entidade. Mas o Orseni e o Alexandre não desistiram. A proposta deles foi de declarar Dao como abstrata, e na hora de instanciar:

Dao<Livro> dao = new Dao<Livro>(session){};

Repare o {}! Esse código vai gerar uma classe anônima em tempo de compilação, e essa classe sem nome vai ser filha de Dao<Livro>, e agora podemos pegar essa informação por reflection! Isso sim é gambiarra criatividade :) . Usar em produção? Acho que não seria elegante. Nem eles estão usando, mas foi um bonito desafio.

Fonte: Caelum – Paulo Silveira

Ei! Como é o seu DAO? Ele é tão abstraído quanto o meu?

Essa é uma pergunta comum entre os desenvolvedores. Alguns acham que há uma fórmula única, que DAO é um pattern fechado e que possui seu diagrama de classes bem definido. Eu discordo.

Na minha humilde opinião, DAO é uma maneira de você encapsular o seu acesso a dados. Não importa se é através de uma factory de objetos que recebem uma Session do hibernate por injeção de dependências, ou se é um montão de métodos estáticos cheio de SQL dentro deles (argh!). Obviamente a última opção envolve diversos outros antipatterns (como singleton e métodos estáticos, que já criticamos anteriormente), porém ela consegue isolar seu acesso a dados, cumprindo o papel do DAO e de alguma maneira organizando sua camada.

Lendo a definição de Data Access Object no site da Sun, podemos chegar a um molde comum, mas nada impede que possamos incrementa-lo e modifica-lo de acordo com nossas necessidades. Por exemplo, com o Java 5, podemos tirar proveito dos generics. Na Caelum costumamos usar uma interface para os nossos DAOs parecida com a seguinte:

interface Dao<T> {
  T search(Serializable id);
  void persist(T t);
  void remove(T t);
  // ...
}

A nossa implementação de DAO genérico para hibernate fica parecida com:

class GenericHibernateDao<T> implements Dao<T> {
  private Session session;
  private Class persistentClass;
  public GenericHibernateDao(Session session, Class persistentClass) {
    this.session = session;
    this.persistentClass = persistentClass;
  }
  public T search(Serializable id) {
     return session.load(persistentClass, id);
  }
  // outros metodos da interface Dao
}

Repare que ele recebe session como argumento, que poderia ser injetada por um container. Outra opção seria buscar a session de um singleton (o clássico HibernateUtil), mas a primeira maneira é bem mais elegante e testável. Repare que ainda temos os problemas de controle de transações: onde abrimos e comitamos? dentro do Dao? de dentro do injetor de dependências? de dentro da sua lógica de negócios? Nós costumamos fazer esse controle em um interceptador ou mesmo em um Filter de servlets, dependendo do framework MVC usado. Nosso filtro é semelhante com o recomendado pela documentação do hibernate.

E então podemos utilizar nosso DAO:

Dao<Cliente> clienteDao = new GenericHibernateDao<Cliente>(session);
clienteDao.persist(cliente);
Cliente c5 = clienteDao.search(5);

Para as entidades que você precisa de mais que um simples cria/le/atualiza/deleta, criamos uma nova interface:

interface ClienteHibernateDao extends Dao<Cliente> {
   List<Cliente> buscaTodosClientesQueDevemDinheiro();
}

E teríamos uma classe ClienteHibernateDao que estende GenericHibernateDao<Cliente> e implementa ClienteDao.

Meus colegas da easytech preferem abstrair também o tipo da chave primária:

interface Dao<T, I> {
  T search(I id);
  // ...
}

Dessa maneira você realmente ganha mais tipagem, já que no DAO anterior poderíamos passar qualquer objeto serializável como chave. Podemos refinar muito mais nossas classes de acesso a dados, mas até que ponto chegar?

Ficar abstraindo demais a sua camada de persistência pode levar a proliferação de centenas de pequenas classes que simplesmente não fazem nada, só delegam e delegam. Claro que existem casos em que abstrair para apenas delegar é interessante, diminuindo o acoplamento entre suas classes, porém isso pode chegar a um ponto que vai atrapalhar o desenvolvimento.

Nesta entrada do blog dos desenvolvedores do hibernate, o uso de camadas para abstrair as ferramentas de mapeamento objeto relacional são duramente criticadas.

E você, qual é a receita de bolo para o seu DAO? Até onde você o refina?

Fonte: Caelum – Paulo Silveira

Exemplo de DAO Genérico

Bom, no blog da Caelum a um tempo atras fizeram um POST sobre um DAO genérico, meio bizarro
Bom, eu uso um DAO genérico a algum tempo, mas o meu DAO genérico tm algumas features a mais do que o mostrado no post da caelum …

Neste exemplo eu ja deixo os metodos para fazer um query by example prontinho, usando a API de criteria do Hibernate …

bom, chega de enrolação, vamos a alguns exemplos …

primeiro, crio uma interface para este DAO …

package br.com.techoffice.site.dao;

import java.io.Serializable;
import java.util.List;

public interface TOBaseDao<T, PK extends Serializable> {
    public Class getObjectClass();
	public T save(T object);
	public T load(PK primaryKey);
    public T get(PK primaryKey);
	public List listAll();
	public List findByExample(final T example);
	public T findOneByExample(final T example);
	public List listAll(final int first,final int max);
	public int listAllPageCount();
	public List findByExample(final T example,final int first,final int max);
	public int findByExamplePageCount(final T example);
    public void update(T object);
    public void delete(T object);
    public void rebind(T object);
}

onde o método getObjectClass() deve retornar a classe de trabalho deste DAO, a mesma passada no parâmetro T quando a interface for estendida …

e a implementação desta interface, fica mais ou menos assim:

package br.com.techoffice.site.dao.impl;

import java.io.Serializable;
import java.util.List;
import org.apache.commons.logging.Log;
import org.apache.commons.logging.LogFactory;
import org.hibernate.Criteria;
import org.hibernate.HibernateException;
import org.hibernate.Session;
import org.hibernate.criterion.Example;
import org.hibernate.criterion.MatchMode;
import org.hibernate.criterion.Example.PropertySelector;
import org.hibernate.type.Type;
import org.springframework.orm.hibernate3.support.HibernateDaoSupport;
import org.springframework.transaction.annotation.Propagation;
import org.springframework.transaction.annotation.Transactional;
import br.com.techoffice.site.dao.TOBaseDao;
import br.com.techoffice.site.dao.TODaoListener;

@Transactional(propagation = Propagation.REQUIRED, timeout = 20)
public abstract class TOBaseHibernateDao extends HibernateDaoSupport implements TOBaseDao<T, PK>, PropertySelector {
    private static final Log logger = LogFactory.getLog(TOBaseHibernateDao.class);
    private final Class objectClass;

    public TOBaseHibernateDao(final Class objectClass) {
        this.objectClass = objectClass;
    }

    @SuppressWarnings("unchecked")
    public Class getObjectClass() {
        return objectClass;
    }

    public int findByExamplePageCount(final T example) {
        final List l = findByExample(example);
        final Integer i = new Integer(l.size());
        return i.intValue();
    }

    public int listAllPageCount() {
        final List l = listAll();
        final Integer i = new Integer(l.size());
        return i.intValue();
    }

    /*
     * (non-Javadoc)
     *
     * @see br.ufrgs.hcpa.template.dao.GetNetBaseDao#findOneByExample(T)
     */
    public T findOneByExample(final T example) {
        final List res = findByExample(example, 0, 1);
        if ((res != null) && (res.size() == 1)) {
            return res.get(0);
        } else {
            return null;
        }
    }

    public T save(final T object) {
        try {
            final Session s = getSession(false);
            s.save(object);
            s.flush();
            return object;
        } catch (final HibernateException ex) {
            TOBaseHibernateDao.logger.error(ex);
            throw convertHibernateAccessException(ex);
        }
    }

    public void update(final T object) {
        try {
            final Session s = getSession(false);
            s.update(object);
            s.flush();
        } catch (final HibernateException ex) {
            TOBaseHibernateDao.logger.error(ex);
            throw convertHibernateAccessException(ex);
        }
    }

    public void rebind(final T object) {
        try {
            getSession(false).refresh(object);
        } catch (final HibernateException ex) {
            TOBaseHibernateDao.logger.error(ex);
            throw convertHibernateAccessException(ex);
        }
    }

    public void delete(final T object) {
        try {
            getSession(false).delete(object);
        } catch (final HibernateException ex) {
            TOBaseHibernateDao.logger.error(ex);
            throw convertHibernateAccessException(ex);
        }
    }

    @SuppressWarnings("unchecked")
    public T load(final PK primaryKey) {
        try {
            final Session s = getSession(false);
            final Object o = s.load(objectClass, primaryKey);
            return (T) o;
        } catch (final HibernateException ex) {
            TOBaseHibernateDao.logger.error(ex);
            throw convertHibernateAccessException(ex);
        }
    }

    @SuppressWarnings("unchecked")
    public T get(final PK primaryKey) {
        try {
            final Session s = getSession(false);
            final Object o = s.load(objectClass, primaryKey);
            return (T) o;
        } catch (final HibernateException ex) {
            TOBaseHibernateDao.logger.error(ex);
            throw convertHibernateAccessException(ex);
        }
    }

    @SuppressWarnings("unchecked")
    public List listAll() {
        try {
            final Session s = getSession(false);
            final Criteria c = s.createCriteria(objectClass);
            addOrderToCriteria(c);
            return c.list();
        } catch (final HibernateException ex) {
            TOBaseHibernateDao.logger.error(ex);
            throw convertHibernateAccessException(ex);
        }
    }

     @SuppressWarnings("unchecked")
    public List findByExample(final T example) {
        try {
            final Session s = getSession(false);
            final Criteria c = s.createCriteria(objectClass);
            c.add(Example.create(example).enableLike(MatchMode.ANYWHERE).ignoreCase().setPropertySelector(this));
            addOrderToCriteria(c);
            addPropertiedToCriteria(c, example);
            return c.list();
        } catch (final HibernateException ex) {
            TOBaseHibernateDao.logger.error(ex);
            throw convertHibernateAccessException(ex);
        }
    }

    protected void addPropertiedToCriteria(final Criteria c, final T example) {
    }

    @SuppressWarnings("unchecked")
    public List findByExample(final T example, final int first, final int max) {
        try {
            final Session s = getSession(false);
            final Criteria c = s.createCriteria(objectClass);
            c.add(Example.create(example).enableLike(MatchMode.ANYWHERE).ignoreCase().setPropertySelector(this));
            addPropertiedToCriteria(c, example);
            addOrderToCriteria(c);
            if (first != 0) {
                c.setFirstResult(first);
            }
            if (max != 0) {
                c.setMaxResults(max);
            }
            return c.list();
        } catch (final HibernateException ex) {
            TOBaseHibernateDao.logger.error(ex);
            throw convertHibernateAccessException(ex);
        }
    }

    @SuppressWarnings("unchecked")
    public List listAll(final int first, final int max) {
        try {
            final Session s = getSession(false);
            final Criteria c = s.createCriteria(objectClass);
            addOrderToCriteria(c);
            if (first != 0) {
                c.setFirstResult(first);
            }
            if (max != 0) {
                c.setMaxResults(max);
            }
            return c.list();
        } catch (final HibernateException ex) {
            TOBaseHibernateDao.logger.error(ex);
            throw convertHibernateAccessException(ex);
        }
    }

    protected void addOrderToCriteria(Criteria c) {
    }

    public boolean include(Object propertyValue, String propertyName, Type type) {
        if((propertyValue!=null) && (propertyValue instanceof String)){
            return !"".equals(((String)propertyValue).trim());
        }
        return propertyValue!=null;
    }
}

onde o método addOrderToCriteria, permite que subclasses deste DAO ordenem as consultas …
o método addPropertiedToCriteria permite que subclasses adicionem propriedades não incluidas pelo hibernate nas consultas …
e o método include combinado com o setPropertySelector da classe Example é uma melhoria adicionada a pouco tempo, que faz o mesmo que o addPropertiedToCriteria, mas de forma automática, ou seja, inclui as propriedades PK e FK também na QBE …

Bom, depois disto tudo, só falta criar o DAO para alguma entidade persistida pelo Hibernate, como por exemplo uma classe Curriculo …

Criamos a interface do nosso DAO:

package br.com.techoffice.site.dao;

import br.com.techoffice.site.data.Curriculo;

public interface CurriculoDao extends TOBaseDao{
}

e logo depois a implementação deste DAO:

package br.com.techoffice.site.dao.impl;

import net.java.dev.springannotation.annotation.Bean;
import br.com.techoffice.site.dao.CurriculoDao;
import br.com.techoffice.site.data.Curriculo;

@Bean(name="curriculoDao")
public class CurriculoDaoImpl extends TOBaseHibernateDao implements CurriculoDao {
	private static final long serialVersionUID = 1L;

	public CurriculoDaoImpl() {
        super(Curriculo.class);
    }
}

acho que era isto, o que acharam deste DAO genérico?
pela minha experiência, ele resolve de maneira estupidamente fácil em torno de 60% dos meus problemas de persistencia, nos outros 40% ai é necessário criar algum outro metodo de pesquisa especializado para cada situação …

mas acho que é esta a ideia das coisas genéricas, facilitar a maior parte do trabalho e permitir que a menor parte seja feita com um pouquinho de trabalho extra 😀 o que vocês acham?

Fonte: Blog do Urubatan